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Nº 42 janeiro de 2009
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Figueres abre a sua Capital da Cultura Catalã 2009 |
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A cidade de Figueres deu início no dia 24 de janeiro à Capital da Cultura Catalã 2009 www.figueres2009.cat , sexta capital da cultura catalã depois de Banyoles 2004, Esparreguera 2005, Amposta 2006, Lleida 2007, Perpinyà 2008 e antes de Badalona 2010 e Escaldes-Engordany 2011.
Figueres irá desenvolver a sua Capital da Cultura Catalã 2009 como um espaço de reflexão sobre como há de ser a cultura na cidade e, por extensão, na Catalunha. Essa reflexão estará baseada em dois temas que farão parte da programação da cidade como capital cultural. A Ciencia e a Técnica, centradas na figura de Narcís Monturiol, inventor do submarino ‘Ictineo” e a Cultura Popular, com Pep Ventura à frente.
Por isso os atos de inauguração da CCC 2009 foram divididos em tres partes diferentes. Um ato institucional, um desfile de inventos, em homenagem a Monturiol, e a primeira sardana aérea da história, em homenagem a Pep Ventura.
O ato institucional foi celebrado no Teatre Jardí de Figueres e contou com a presença de representantes de outras capitais da cultura catalã, de muitos alcaldes (prefeitos), representantes do mundo universitário, deputados, senadores, etc.
O alcalde de Figueres, Santi Vila, expressou no seu discurso que a Capital da Cultura Catalã é uma oportunidade única para Figueres, “uma cidade que oferece múltiplos recursos de tipo cultural, recreativo e comercial”. É uma oportunidade esplendida para projetar também todos os valores da cidade, e neste caso vinculados sobretudo no que representam seus dois filhos pródigos como Pep Ventura e Narcís Monturiol”. Para o alcalde da Capital da Cultura Catalã 2009, Ventura “é o vínculo com a tradição e a catalanidade” enquanto que o inventor do Ictineu seria “o espírito inquieto, emprendedor, o desejo de aprender e saber”.
Por sua vez, Xavier Tudela, presidente da organização Capital da Cultura Catalã, manifestou que “A partir de hoje a Catalunha espera com expectativa as aportações de Figueres como Capital da Cultura 2009, que a partir de agora se converte também em uma nova porta de entrada internacional para o conhecimento da nossa cultura”. Tudela acrescentou que “por todo o trabalho desenvolvido até agora pelos responsáveis pela área de Cultura do Ajuntament (prefeitura) de Figueres, começando pelo seu diretor Ciro Llueca e a equipa técnica que está trabalhando, os outros departamentos municipais, as entidades da cidade, pessoas a título individual, pelos apoios estabelecidos em todos os ambitos e pela adesão e entusiasmo dos cidadãos em torno da capital cultural, não temos nenhuma dúvida que a Capital da Cultura Catalã Figueres 2009 será um marco para a cidade, para a cultura catalã e para a nossa nação milenar.
Um pouco antes dos discursos, foi realizado o desfile dos inventos pelas ruas do centro da cidade a cargo da Companhia Pipototal de Tolosa.Saindo da praça Josep Pla e terminando na parte alta da Rambla, os artistas divertiram adultos e crianças com seus artefatos e fogos de artifício.
As oito da noite, foi levantada durante alguns minutos a primeira sardana aérea da história, que a companhia Deambulants pôde levantar somente a meia altura devido ao forte vento e que permitiu visualizar esse espetáculo único na história, acompanhado com atenção pelos cidadãos que lotaram a rambla de Figueres.
A Capital da Cultura Catalã ( www.ccc.cat ) está dirigida a toda a área de domínio linguístico e cultural catalão. Tem como objetivos; contribuir para a ampliação da difusão, do uso e do prestígio social da língua e cultura catalãs, incrementar a coesão cultural dos territórios de língua e cultura catalã e , finalmente, promover e dar projeção ao município designado como Capital da Cultura Catalã, tanto na Catalunha como no exterior. O Parlamento da Catalunha deu seu apoio à Capital da Cultura Catalã, por unanimidade de todos os grupos parlamentares, no ano 2004. Até agora já foram eleitas como Capital da Cultura Catalã: Banyoles 2004, Esparreguera 2005, Amposta 2006, Lleida 2007, Perpinyà 2008, Figueres 2009, Badalona 2010 e Escaldes-Engordany 2011.
Fotografias:
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Mesa do ato institucional de abertura de Figueres como Capital da Cultura Catalã 2009. De esquerda à direita: Ciro Llueca, diretor de Cultura de Figueres; Xavier Tudela, presidente da organização Capital da Cultura Catalã; Santi Vila, alcalde de Figueres; Pere Vila, presidente do Consell Comarcal de l'Alt Empordà, e Joan Manuel Soldevilla, comissário de Figueres 2009.
Desfile de invenções pelas ruas do centro de Figueres, em homenagem a Monturiol, a cargo da Companhia Pipototal de Tolosa.
Primera sardana aérea da história, a cargo da Companhia Deambulants.
Divulgação Associação Cultural Catalonia
www.catalonia.com.br
Fonte:
Organització Capital de la Cultura Catalana
www.ccc.cat
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| Os catalães do exterior enviam para a Catalunha mais de
500.000.000 de euros por ano |
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Barcelona, 26-01-2009 Segundo dados publicados pelo Banco da Espanha¹ no mês de dezembro de 2008, a posição de “remessas de emigrantes” na balança de pagamentos e investimento internacional espanhol vem aumentando desde o ano 2002, segundo informou hoje a Federació Internacional d'Entitats Catalanes (FIEC) com sede em Barcelona. Mais especificamente, a população espanhola residente no exterior transferiu para a Espanha 5,307 bilhões de euros no ano 2007 e, segundo estimativas, 502,7 milhões correspondem aos catalães residentes no l'exterior²
A chegada massiva de trabalhadores procedentes de outros paises para a Espanha, muitas vezes faz com que se esqueça que ainda residem no exterior cerca de dois milhões de espanhóis, dos quais 1.237.000 estão inscritos no CERA ( Censo Electoral de Residentes Ausentes ³). Neste número estão incluídos cerca de 300.000 catalães, dos quais 117.226 estão inscritos no CERA. Estas populações espanhola e catalã residentes no exterior nunca deixaram de contribuir de uma maneira fundamental (cerca de 30%) na balança de pagamentos das economias espanhola e catalã.
Conforme nos mostra o quadro acima, os catalães do exterior, desde o ano 2002, nunca deixaram, de incrementar anualmente a sua contribuição para a economia catalã, que passou dos 396 milhões de euros em 2002 para 503 milhões em 2007 (aumento de 22%). A FIEC (Federació Internacional d'Entitats Catalanes) considera, portanto uma verdadeira imprudência algumas críticas publicadas recentemente pela imprensa espanhola contra o apoio que a Generalitat de Catalunha vem outorgando anualmente aos centros e entidades catalães no exterior, através das subvenções que são transferidas anualmente pelo governo catalão para subsidiar as atividades dessas entidades, que hoje são mais de 120 espalhadas pelo mundo.
A esse importante retorno em termos de transferências correntes para a economia catalã é necessário acrescentar o retorno que a Catalunha obtém em forma de projeção e cooperação cultural, cooperação universitária, presença e conhecimento do território como destino turístico e para investimentos, ambiente positivo para o desenvolvimento empresarial, apoio aos emigrantes que retornam e aos imigrantes que chegam de outros paises, etc.. Esse tipo de retorno que a Catalunha está conseguindo, em diversos âmbitos, é cada vez mais significativo ainda que mais difícil de quantificar, mas é uma importante aportação das comunidades catalãs do exterior para a economia catalã. Segundo a FIEC, enquanto a maioria dos governos de paises como a Itália, Portugal, França, etc, ou as comunidades autônomas espanholas (Galícia, Euskadi, Astúrias, Madri, etc), que tem um volume significativo de população residente no exterior, levam, a termo políticas externas que se apoiam fortemente nas suas comunidades do exterior, seria ridículo que o Governo de Catalunha não desse também o seu apoio e ao mesmo tempo obtivesse o apoio das comunidades catalãs para a projeção exterior, uma coisa da qual todos os residentes na Catalunha, sem exceção, saem beneficiados.
Como detalha também o quadro acima, as transferências feitas pelos imigrantes que chegaram na Espanha, são somente desde o ano 2004 superiores as remessas que são enviadas desde o exterior. O crescimento é espetacular no conjunto da Espanha e um pouco mais moderado no caso das transferências feitas desde a Catalunha, muito provavelmente devido ao diferencial de custo de vida que provoca haja menos poupança para transferir.No caso da Catalunha, a diferença entre receita e despesa na balança de pagamentos foi de 188 milhões de euros no ano 2007, mas, poderia reduzir-se tanto em 2008, ano em que somente os dados dos três primeiros trimestres estão disponíveis, como a partir de 2009, haja vista as previsões de que haverá uma menor capacidade de transferência das comunidades de estrangeiros residentes na Espanha para os seus paises de origem e a previsível estabilidade das transferências dos catalães residentes no exterior para a Catalunha, que nunca tiveram variações significativas nas crises econômicas anteriores.
Notas :
1 http://www.bde.es/infoest/a1705.pdf
2 Os catalães residentes no exterior representam 9,74% do total de espanhóis residentes no exterior, portanto foi a proporção utilizada para fazer a estimativa.
3 Dados do Instituto Nacional de Estadística e 1 de dezembro de 2008.
Divulgação Associação Cultural Catalonia
www.catalonia.com.br
Fonte:
Federació Internacional d'Entitats Catalanes
Telèfon: 934123294
fiec@fiecweb.cat
www.fiecweb.cat
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