História
( IX ) A Segunda Generalitat Moderna reestabelecida nos anos 1977-1980
Manifestação em Barcelona em 11 de setembro de 1977 para a recuperação do estatuto de autonomia, das instituições da Generalitat e o retorno de seu presidente exilado.

Com a morte do general Franco, no ano de 1975, e a proclamação de Juan Carlos I como rei da Espanha, seguiu-se a legalização dos partidos políticos e a convocação das primeiras eleições legislativas espanholas, realizadas em 15 de junho de 1977. Abria-se assim, o caminho para a democracia. Na Catalunha, os partidos que venceram as eleições foram aqueles que incluíram em seu programa o restabelecimento da Generalitat e o retorno de seu presidente exilado. Desta forma ficava caracterizado o desejo de continuar com a instituição, mantida simbolicamente no exílio. Por este motivo, em 29 de setembro do mesmo ano, um decreto real restabelecia a Generalitat da Catalunha e Josep Tarradellas era reconhecido como seu presidente, o que o fez retornar ao seu país após um exílio de 40 anos. Logo em seguida, uma comissão designada pela assembléia de parlamentares catalães (eleitos em junho de 1977) iniciava a redação do projeto do Estatuto de Autonomia, conhecido como Estatuto de Sau, devido ao local onde foi redigido. Em dezembro de 1978, o rei Juan Carlos sancionava a Constituição espanhola perante as Cortes Gerais. Um ano após, em 18 de dezembro de 1979, sancionava também o Estatuto de Autonomia da Catalunha, aprovado inicialmente pelas Cortes espanholas e depois por um referendum promulgado na Catalunha em outubro de 1979. Este estatuto, segundo seu preâmbulo, "é a expressão da identidade coletiva da Catalunha e define as suas instituições e relações com o Estado num contexto de livre solidariedade entre as outras nacionalidades e regiões".


Em 15 de junho de 1977 celebraram-se na Espanha as primeiras eleições legislativas democráticas após a proclamação de Juan Carlos I como rei da Espanha. Os deputados e senadores eleitos pela Catalunha pertenciam aos partidos que incluíam nos seus programas a reivindicação de um estatuto de autonomia e o restabelecimento da Generalitat. Esta vontade popular foi ratificada na Diada (festa) nacional de 11 de setembro de 1977. Um milhão de cidadãos desfilaram pacificamente pelo centro de Barcelona, capital da Catalunha, numa das maiores manifestações da história da Europa contemporânea.


Assim, a Generalitat se configurava como "a instituição na qual se organiza politicamente o autogoverno da Catalunha".
Uma data histórica da democracia catalã é 20 de março de 1980, dia em que se realizaram as segundas eleições legislativas para a constituição do novo Parlamento da Catalunha (as primeiras haviam sido realizadas quarenta e oito anos antes, em 20 de novembro de 1932). Em 10 de abril foi constituído o Parlamento e seus deputados elegeram Heribert Barrera como Presidente da Câmara restaurada e Jordi Pujol i Soley o 115º Presidente da Generalitat histórica.

O Presidente Jordi Pujol (1930)

Ainda jovem participou de grupos militantes de formação cristã e nacionalista. Foi promotor de inúmeras iniciativas para a reconstrução cultural, econômica e política da Catalunha durante a ditadura franquista. Foi julgado e preso por causa de sua luta pelas liberdades democráticas. Em 1974 fundou o partido Convergència Democràtica de Catalunya (CDC). Foi eleito para o Congresso de Deputados de Madrid nas primeiras eleições democráticas de 1977 e formou parte do Governo de união da Generalitat do presidente Josep Tarradellas. Em 1980, seu partido, o CDC, em coligação com a União Democrática de Catalunha (UDC), venceu as primeiras eleições para o Parlamento da Catalunha, o qual elegeu-o Presidente da Generalitat. Em 1984 e 1988 ganhou novamente as eleições por maioria absoluta. Em 1992 revalidou seu mandato pela quarta vez. Venceu também as eleições antecipadas de 1995, por maioria simples, e as de 1999.Com a derrota nas eleições de 2003, encerrou um longo período de 23 anos como presidente da Generalitat.


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fonte: www.gencat.net - Generalitat de Catalunha
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